sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Nossos sapatos apertados.

Esqueci as roupas sujas em cima da cadeira, alguns retratos pendurados na parede, o abajour aceso, um chá de maça esquentando no fogão, e todas as janelas abertas. Como um mar que não naveguei por inteiro, nem senti o gosto salgado da agua, fui para outro lugar, na nascente de um rio talvez, um lugar mais a minha cara. Tirei os sapatos no meio do caminho, e lavei meus pés na lama e fui.Me sinto leve agora, por provar o gosto doce do rio, e não ficar só na beira dele.

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