terça-feira, 3 de julho de 2012

Um dia alguém me disse que seria o meu pássaro, o meu pássaro bem grande que me protegeria debaixo das asas, bobagens. Eu escolhi partir e assim meu pássaro desencanou de me proteger. De que medo tenho me protegido? E se eu ficasse dessa vez?. Me conforta essa ideia de eu sempre poder mudar as coisas. E se eu ficar pra ver aonde vai dar toda essa coisa? Ficar também é escolha? A noite calada e a velha lua que sorri me olham, tá eu fico.

Façamos do nosso peito partido uma colcha de retalhos, juntemos cada pedaço quebrado e quando for possível sorrir novamente com a doçura de antes, deitemos sobre a colcha, descansemos. E se for preciso nos esconderemos debaixo dela até que as coisas que nos afastam lá fora, evaporem.

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