Um dia alguém me disse que seria o meu pássaro, o meu
pássaro bem grande que me protegeria debaixo das asas, bobagens. Eu escolhi
partir e assim meu pássaro desencanou de me proteger. De que medo tenho me
protegido? E se eu ficasse dessa vez?. Me conforta essa ideia de eu sempre
poder mudar as coisas. E se eu ficar pra ver aonde vai dar toda essa coisa?
Ficar também é escolha? A noite calada e a velha lua que sorri me olham, tá eu
fico.
Façamos do nosso peito partido uma colcha de retalhos,
juntemos cada pedaço quebrado e quando for possível sorrir novamente com a
doçura de antes, deitemos sobre a colcha, descansemos. E se for preciso nos esconderemos
debaixo dela até que as coisas que nos afastam lá fora, evaporem.
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